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Manaus, Amazonas, Brazil
Ninguém.

Vinícius

Vinícius
Cantou o amor, encantou nossos sonhos. Homenagens, singelos agradecimentos.
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terça-feira, 29 de julho de 2008

Pára nóia...

Hoje eu resolvi escrever sobre algo que vinha pensando. Na verdade, meu cérebro trabalha incessantemente e me faz pensar cada bobagem que as vezes entro em dúvida se sou mesmo louco ou apenas paranóico, e isso é bem sério.
Não era bem isso que eu pensava, mas é bom sempre falar, até porque ajuda.
Lembro dos meus pais que tanto amo me levando a vários médicos que adoravam extorquir dinheiro alheio, igual ao que alguns - quase todos - os governantes fazem com o povo. De quanto eles me faziam eletrons da cabeça para procurar algum tipo de desvio ou ainda alguma doença ligada ao cérebro, tudo isso, na época em que o Transtorno Obsessivo-Compulsivo ainda não era bem uma doença - apesar de descoberto a mais de um século -, era na realidade um tipo de frescura perante a sociedade sem cultura e principalmente sem respeito como é a brasileira, fundamentalmente influenciada pela miscigenação de tudo que se possa imaginar, porém que não durou tanto tempo assim, visto que tudo que é considerado lindo pelos americanos, deve ser maravilhoso para os subalternos, logo uma doença séria dessas - alguns anos depois - deveria ter a atenção necessária aos olhos do bem estar social e íntimo, uma mera questão de saúde mental logo assimilada pelas gerações modernas e necessitadas de culpas aliviadoras de dores como a nossa. Todavia, essa era a menos importante das possíveis causadoras dos caos que haviam no mundo ao redor da nossa família, pelo menos do que se tratava de vida familiar.
Andar com um bando de garotos supostamente malucos, que em união - não com o mal - detonavam casas e quebravam carros de oficinas durante a noite, e logicamente que as casas encontravam-se vazias, portando, os garotos eram corajosos, era impressionante! Além de entrar na casa do vizinho quando ele saía fim de semana, juntar várias lâmpadas no gramado, passar fios por volta delas, depois subir no muro e puxar para ter o prazer de ver o campo society virar aquelas fumaças de shows de rock, associados à não comprovação do TOC bem como nenhuma doença física cerebral em especial, levaria, como foi feito, meus pais a me levarem a um especialista da mente, obviamente um psicólogo, que me deixou totalmente irritado porque, eu me sentia mais doido do que aparentava ser, sem contar o cabelo raspado e o dente quebrado, e as feridas e cortes pelo corpo, que tornava tudo isso preocupante inclusive pra mim, e me sentia em crise e tinha medo de não conseguir superar-me a partir de então. Além do mais, um amigo em especial disse-me, que se já era difícil superar, imagine agora com a certeza de ser maluco, mas o que ele não sabia, era que ele fez tudo que fiz, contudo não foi a médicos.
Passado o devido tempo, foi passando certos comportamentos, foi chegando a hora de pegar mulheres e entreter-me com outras coisas, fato. Fato consumado, assim foi. Até que diante da crise emocional fui superando cada obstáculo com certo afinco e tamanhos resultados satisfatórios, nada mal.
Até que chegou o dia em que discuti isso com meus pais, e pronto, discussão negativa, porém, lacunas preenchidas. Por isso que as vezes, não acredito que terapias resolvam a vida de alguém, mas acho contudo que garantem uma relativa segurança, até porque existirá a certeza de não se estar sozinho.
Hoje em dia, além de eu ainda continuar conversando sobre detestar assimetrias, visto que tento deixar o maior número de vezes meu pé dum jeito e tempo que o outro possa ficar, sem contar ainda o fato paranóico de pisar em linhas de modo que possam ser sempre iguais, bem como certos números precisarem alcançar relativa quantia - essa já melhorou -, apesar disso, sinceramente já me conformo de tentar ser feliz eletronicamente, na internet, ou com meus jogos mecânicos ou virtuais, ou ainda com algum aparelinho novo que apareça por aí mundo adentro, ou afora. Contudo, os livros me salvam, transformam o mundo, seja qual for o mundo, e leva pra outra dimensão, não talvez aquela da realidade nua e crua como de pai de família que trabalha atrás duma eterna prisão - a mesa do escritório - sob forte pressão de emprego e também sobre forte ar condicionado que causa um problema respiratório seríssimo, além de beber assistindo jogo de futebol e olhar para bundas de mulheres para comentar com amigos de trabalho numa possível brecha, mas talvez uma outra realidade dentro das possíveis realidades dos mundos possíveis de realmente existirem.
Não acho que eu seja paranóico, as vezes a dúvida acaba. Talvez eu seja apenas louco segundo Thomas More. Fora isso, está tudo bem!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Uma velha pergunta

Então me diga, o que há de tão importante nessa vida a se fazer?
Mas veja bem, digo importante. Não digo brincadeiras de fingir ser gente grande, ou coisas de mesma ordem, nem veredas de variantes das ordens (que já são tantas a partir do princípio fatídico de citar a primeira, e de acordo com as possibilidades do que se fala aqui).
Mas o que é importante mesmo?
O que é tão necessário mesmo?
Fala sério!
Olha só, tem cabemento brincar de rasgar boca de jararé, ou talvez, sentir prazer em levar picada de escorpião?
Claro que tem cabimento, por mais que não tenha cabimento, acaba tendo.
O negócio, é que a vida tem momentos e lugares, tem dessas e doutras coisas, que não vêm ao caso. E até chega uma hora que nada vem ao caso, nada mesmo.
Mas e daí? Qual o problema?
O que eu quero saber é o que é importante nessa vida, se nada importa. E nada, importa muito.
Imagine então o Niilista Passivo, considere sua posição tão desprezível do mundo, imagine também os criadores dos seres superiores, mas que transformam verdadeiros mutantes, verdadeiros seres tão frágeis, que deslocam-se no tempo, um tempo inexistente, revelador da eternidade, ao mesmo tempo que nem existe passado e futuro.
Imagine então o nada. Imagine que não se sabe mesmo o que é importante, pelo menos teoricamente, ao passo que a resposta para o que é realmente importante não exista, mas de fato, psicologicamente, saiba-se a importância do nada.
É aquela história: não tem sentido, mas faz sentido, entende?
Logo, não importa se é importante, porque se é ou não importante, a mim não me interessa.
E a outrem, bem, não seria relevante dizer, porque discutiríamos a partir do consenso do senso comum, e é necessária uma caminhada na contramão para enxergar e compreender o dito. Por vezes é melhor ter uma premissa antes do comentário, por outras, é apenas importante saber do que se fala, sem grandes dificuldades devido ao preparo já existente.
E na verdade, isso nem importa totalmente, porque depende do sentido, mas, mais do que isso, por certos olhos, não importa porque é fatídico, ainda que não exclusivamente científico. Todavia, discutir isso, causaria uma enorme confusão, devido às provas em questão. E talvez isso, seja menos importante ainda, pelo menos desta vez.

Porque eu sou reflexo do que eu vejo, mas principalmente do que eu não lembro e acho que sei.