Então me diga, o que há de tão importante nessa vida a se fazer?
Mas veja bem, digo importante. Não digo brincadeiras de fingir ser gente grande, ou coisas de mesma ordem, nem veredas de variantes das ordens (que já são tantas a partir do princípio fatídico de citar a primeira, e de acordo com as possibilidades do que se fala aqui).
Mas o que é importante mesmo?
O que é tão necessário mesmo?
Fala sério!
Olha só, tem cabemento brincar de rasgar boca de jararé, ou talvez, sentir prazer em levar picada de escorpião?
Claro que tem cabimento, por mais que não tenha cabimento, acaba tendo.
O negócio, é que a vida tem momentos e lugares, tem dessas e doutras coisas, que não vêm ao caso. E até chega uma hora que nada vem ao caso, nada mesmo.
Mas e daí? Qual o problema?
O que eu quero saber é o que é importante nessa vida, se nada importa. E nada, importa muito.
Imagine então o Niilista Passivo, considere sua posição tão desprezível do mundo, imagine também os criadores dos seres superiores, mas que transformam verdadeiros mutantes, verdadeiros seres tão frágeis, que deslocam-se no tempo, um tempo inexistente, revelador da eternidade, ao mesmo tempo que nem existe passado e futuro.
Imagine então o nada. Imagine que não se sabe mesmo o que é importante, pelo menos teoricamente, ao passo que a resposta para o que é realmente importante não exista, mas de fato, psicologicamente, saiba-se a importância do nada.
É aquela história: não tem sentido, mas faz sentido, entende?
Logo, não importa se é importante, porque se é ou não importante, a mim não me interessa.
E a outrem, bem, não seria relevante dizer, porque discutiríamos a partir do consenso do senso comum, e é necessária uma caminhada na contramão para enxergar e compreender o dito. Por vezes é melhor ter uma premissa antes do comentário, por outras, é apenas importante saber do que se fala, sem grandes dificuldades devido ao preparo já existente.
E na verdade, isso nem importa totalmente, porque depende do sentido, mas, mais do que isso, por certos olhos, não importa porque é fatídico, ainda que não exclusivamente científico. Todavia, discutir isso, causaria uma enorme confusão, devido às provas em questão. E talvez isso, seja menos importante ainda, pelo menos desta vez.
Vinícius
Cantou o amor, encantou nossos sonhos. Homenagens, singelos agradecimentos.
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quarta-feira, 16 de julho de 2008
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Porque eu sou reflexo do que eu vejo, mas principalmente do que eu não lembro e acho que sei.


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