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Vinícius

Vinícius
Cantou o amor, encantou nossos sonhos. Homenagens, singelos agradecimentos.
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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Estilo democrático

Olha, é realmente engraçado o que se passa em determinados momentos perante o público dentro de ocasiões pré-determinadas no nosso país – não apenas no nosso – visto que podemos entender tal afirmação a partir do ponto de vista do estilo de época por uma simples razão: o povo e seu tempo.
O povo de ontem não é o povo de hoje e assim por diante, ninguém é o passado, contudo pode refletir o passado; tão poucos o futuro, uma vez que não se têm certezas, salvo especulações.
Em nosso tempo, são inúmeros artifícios para ratificar a presença das boas ofertas e procuras, corroborando assim a a liberdade dentro dum país tão democrático, e veja, essa democracia nos permite veredas por entre a face tão docemente molhadas.
Por esses dias, chegaram convites e mais convites para uma bela leitura de ordem política, nas quais cartas revelam fatos a que nem temos o mínimo de conhecimento, fatos que políticos próximos às Eleições necessitam explicar e expôr para a melhor compreensão do povo. Nada contra, mas é sempre em determinada época: as épocas, agora, são dentro doutras épocas, são momentos curtos, a vida parece ter vinte anos – se não for mais – dentro de quatro ou menos. E o mais impressionante de tudo, é que você é o responsável. É, é sim! Você é o responsável porque você pôs um arrivista para governar.
Impressionante! Muitos recebem cartas, são “os grandes responsáveis” pelos postos devidamente ocupados, uma vez que não interessa se em quem você votou perdeu, mas o que interessa é que você votou e é responsável pelo fato de um cidadão que se diz governante de um povo de determinada região representar você e você dispor de tempo, ouvidos e culpabilidade por anos de corrupção e ainda por cima ter que saber próximo ao novo processo eleitoral tudo que se fez às escondidas, como por exemplo construções de casas para desabrigados, dinheiro para construção da quadra do bairro com o nome do fulano de tal, entre tantas outras alegações que sinceramente, era melhor nem saber; e tudo isso, porque você precisa saber o que está se passando.
Hoje em dia é idiota quem quer, é o caso de não saber o que se passa no país por exemplo. Se você é um cidadão que não sabe o que um político está fazendo na sua cidade, você é o culpado, não só porque foi você quem o pôs lá, mas porque você tem a obrigação de fiscalizar, é, você é importantíssimo para a União, a democracia precisa de você e você como cidadão tem a voz mais forte e poderosa do país. Faça acontecer, chame a mídia, brigue, lute, saiba, assista televisão para saber o que se passa, pois depois você será cobrado, e não esqueça de votar. O que esqueceram, foi de pagar o salário para tanta fiscalização, uma vez que os fiscais recebem muito bem para encobrir os buracos sistema dentro de cada ocasião.
É, não é fácil não. As vezes é de se pensar onde se conseguirá tempo para ler uma obra de Machado de Assis, ou então, de fazer um exercício com a filha, ou de discutir algo importante com a família, ou de tentar ter uma visão progressiva em termos de cultura, de crescimento pessoal com a mulher, ou com a mãe, ou com algum político, não dá, simplesmente não dá. Ninguém quer ouvir você, eles querem fazer o que tem de ser feito e você também quer o mesmo, porque não há quem lute contra isso. O dever do cidadão além de obediência, é sentar em frente a televisão ou então ouvir em rádio, o que se passa no lugar onde vive, pois patriotismo sempre é bom e você será cobrado, o ideal é responder corretamente quando perguntado.
É obrigatório você estar todo domingo de eleições de dois em dois anos – daqui a pouco é de um em um – cumprindo seu papel de cidadão, gastando dinheiro, tornando-se responsável por mais quatro anos pelos cargos cabíveis da determinada votação e ainda por cima, promovendo-se ao máximo status enganador momentâneo de ser importante socialmente até que se passe aquele momento sigilosamente sutil. E outra coisa, no dia da votação ônibus é “de grátis” e você não gasta nada, porque você quem escolhe; você só gasta com o restante: ônibus lotados com arruaceiros impondo medo sobre as pessoas, sol lindo e maravilhoso como se fosse ir para a beira do mar com uma água de coco bem gelada, colégios o mais distante possível das casas das pessoas, deixando a cidade como se fosse uma salada de frutas, totalmente misturada. São situações que te levam a tomar outras decisões, como pegar um táxi, comprar água e coca-cola para tomar, comprar sombrinha que eles vendem no dia para ficar embaixo daquele sol delicioso enquanto a fila não anda – em alguns lugares, esperar em fila de banco é muito mais aconchegante – e ainda por cima ter disposição a trabalhar caso seja chamado, por amor ao país, tendo que lavar louça, roupa diária, farda do marido e dos filhos, e tanto mais para ver se no fim do dia, dá pra assistir pelo menos a variada programação da televisão brasileira: de Faustão a Sílvio Santos, de Sílvio a Domingo Espetacular – esse bem melhor – e ter de levantar bem cedo na segunda-feira.
Salve a pátria, salve a patroa... salvesse quem puder! Mas não deixe de votar!

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Porque eu sou reflexo do que eu vejo, mas principalmente do que eu não lembro e acho que sei.